Lutador busca o ouro para incentivar atletas com deficiência

  • Tanailson é instrutor na academia onde treina para campeonatos

    Tanailson é instrutor na academia onde treina para campeonatos

O Mundial de Jiu-Jítsu Esportivo, que começou nesta quinta-feira, 14, e vai até domingo, 17, é a chance que a Bahia tem para trazer o inédito título para casa e, por tabela, com um atleta deficiente. Um dos 12 lutadores que o Esporte Clube Bahia classificou para a competição é Tanailson Cavalcante, portador de necessidades especiais.

O próprio treinador do time, João da Hora, diz que seria ‘um exemplo’ o atleta conseguir pódio. Tanailson não pensa assim. Ele conseguiu o terceiro lugar no campeonato em 2011, e diz que neste ano não vai se conformar com menos do que o ouro.

Antes de embarcar para o torneio (Tanailson luta nesta sexta-feira, 15, no Ginásio Ibirapuera, em São Paulo), o faixa-preta peso-galo explica que a ambição para o ouro deriva, em boa parte, de ele não se conformar com o bronze.

“Minha expectativa para esse mundial é a melhor possível. Foi muito frustrante ficar em terceiro lugar em 2011, eu sabia que poderia ter ganhado. Agora quero ser campeão”, afirma.

Lutar com atletas normais, para Tanailson, é corriqueiro porque existem poucos atletas especiais competindo no Brasil – um deles é o deficiente visual Pitti Gladiador, do Vitória. No entanto, ele aponta que alguns adversários parecem não saber o que é ter espírito esportivo.

“Não sofri muito com preconceito, as pessoas sempre me incentivaram a lutar. O problema é que alguns lutadores acabam falando demais antes e depois da luta, fazem comentários chulos. Mas sempre acabam se desculpando”, diz. “Atletas normais não acham aceitável perder para alguém com deficiência”.

Custo-benefício

Para garantir bom desempenho no Mundial, o atleta do Bahia treina de segunda a sexta-feira e ainda dá aulas em uma academia como instrutor. Segundo ele, a relação com o ensino se converte em resultado positivo para ele e para seus alunos.

“Acabo sendo cobaia dos exercícios que passo nas aulas. Os treinos funcionais, mesmo, são bons para pessoas que só querem tonificação e melhora o desempenho do atleta também”, explica.

A academia, além de ser fonte de renda de Tanailson, também patrocina os treinos do atleta para competições. No Bahia desde novembro do ano passado, quando se recuperou de uma lesão no joelho e aceitou o convite do treinador João da Hora, ele espera que o ouro incentive atletas especiais.

“Qualquer pessoa com deficiência tem o mesmo potencial de ser campeão nos esportes. Somos capazes”, finaliza.

Fonte: A Tarde.com.br

‘Limitada pela pólio, mas movida pela determinação’: como a atleta paraolímpica Anne Wafula Strike pode inspirar a todos nós.

A atleta paraolímpica nascida no Quênia e radicada na Inglaterra é a primeira corredora de cadeira de rodas a competir pela África Oriental, carrega um broche da MBE (Ordem do Império Britânico), é uma mãe orgulhosa e mentora dedicada.

Aos 45 anos, Anne já viveu muitos altos e baixos, mas a sua coragem, determinação e otimismo pode ensinar algo a todos nós.

Depois de contrair pólio quando tinha apenas dois anos de idade, Anne e sua família foram forçados a sair da comunidade em que viviam por conta dos próprios vizinhos.

Em entrevista ao HuffPost ela relatou que muitas vezes se sentiu alienada (“enquanto minhas amigas usavam saias curtas e saltos altos, eu usava botas ortopédicas”) e lutava para executar até as tarefas diárias mais simples, como andar de uma sala de aula para outra (“a vida tinha um ritmo diferente para mim, eu demorava 40 minutos para andar 100 metros”).

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Atualmente, Anne mora na cidade de Harlow e os obstáculos diários não mudaram muito.

Ela foi diagnosticada com paralisia abaixo da vértebra T7 e enfrenta problemas similares aos que sofria no Quênia, como a ignorância das outras pessoas em relação às suas limitações, dificultando o acesso aos prédios e o uso de certos tipos de roupas.

“Quando as pessoas me vêem na minha cadeira de rodas elas logo sentem pena de mim”, disse Anne ao HuffPost UK Lifestyle. “Mas apesar das minha limitações causadas pela pólio, sou movida pela minha determinação”.

No momento, Anne está trabalhando com a organização British Polio Fellowship no intuito de desafiar a forma em que as pessoas encaram a pólio e conscientizá-las sobre síndrome.

Recentemente, ela fez um ensaio com um vestido desenhado especialmente para atender às necessidades de um cadeirante – incrivelmente, esse é o primeiro vestido desenhado com esse propósito.

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“Muitas lojas falham em atender as necessidades de pessoas com deficiências e limitações físicas”, ela disse ao HuffPost UK Lifestyle. “As jaquetas ficam presas no encosto e as calças ficam presas nas rodas”.

“Eu tenho amor próprio e como mulher, quero me sentir sexy. Eu não quero parecer uma coitadinha em uma cadeira de rodas vestindo um trapo ou um pedaço de pano qualquer”.

Ela disse que com as opções que existem atualmente, muitas vezes é forçada a reformar as peças.

“Eu muitas vezes tenho que encurtar a barra, principalmente de vestidos para usar no verão”, ela revela. “Mas eu não sou costureira e acabo errando na barra às vezes”.

“Isso não deveria acontecer nos dias de hoje”.

Ainda bem que Anne está determinada a mudar o destino das pessoas com deficiências.

Através do seu trabalho como mentora, ela oferece conselhos práticos para pessoas com deficiências e suas famílias.

“Eu trago pessoas com limitações para perto, para ajudá-las. Nós conversamos sobre muitas coisas, desde integração na comunidade até relacionamentos”.

Como atleta de nível global, ela também tem um compromisso em melhorar o acesso ao exercício e a consciência da importância da boa forma.

“Quando eu era mais nova, ninguém sabia o que fazer comigo. Não me incluíam nos esportes e eu passava o tempo extra-curricular na capela tocando o piano.”

Foi só quando ela mudou para a Inglaterra e viu uma corrida de cadeirantes na televisão que ela percebeu que essa atividade física era possível.

“Eu vi mulheres lindas nas suas cadeiras competindo na televisão e eu sabia que precisava fazer aquilo”, ela disse.

Então Anne começou a treinar em uma academia que se adequava às suas necessidades, onde ela conheceu os esportes para pessoas com deficiências. Ela passou de uma pessoa que não conhecia nada sobre esse tipo de esporte para um regime de nove a dez treinos por semana, conquistando os recordes Britânicos para os 100m e 200m.

Hoje ela usa as suas conquistas como uma plataforma para inspirar e educaroutros.

Mas, de onde vem tanta força e determinação para enfrentar as adversidades?

“Eu estaria mentindo se dissesse que me sinto positiva todos os dias”, ela admite. “Eu tenho três coisas contra mim: sou deficiente, sou mulher e sou negra. Eu poderia facilmente me entregar e chorar, mas eu tento ter uma atitude positiva”.

“Mas eu acho que a minha força vem da minha fé, do meu pai e por ter me tornado mãe”.

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Fonte: Brasil Post

Natação brasileira conquista 48 medalhas no Parapan-Pacific

No último dia de disputas, Joana Silva ganhou a única medalha dourada individual do País
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No último domingo (10), em Pasadena (EUA), a Seleção Brasileira de natação encerrou a participação no Parapan-Pacific — principal competição da temporada — com a conquista de 48 medalhas, sendo 24 de ouro, 13 de prata e 11 de bronze. O evento aconteceu no Rose Bowl Aquatics Center, na cidade californiana.

No último dia de disputas, Joana Silva ganhou a única medalha dourada individual do País. Ela venceu os 100m livre da classe S5, em 1m27s26. O outro ouro brasileiro foi conquistado no revezamento 4 x 50m medley, 20 pontos, que registrou 2min42s47. Fizeram parte da equipe os atletas Ronystony Silva, Roberto Alcalde, Daniel Dias e Adriano Lima.

Talisson Glock

Talisson Glock

O time do revezamento 4 x 100m livre, 34 pontos, foi vice-campeão. A equipe, composta por Phelipe Andrews, Vanilton Filho, Talisson Glock e Ruiter Silva, cumpriu o percurso em 3min58s22. Susana Schnarndorf, nos 100m peito da classe SB6, também ficou com a prata ao completar a prova em 1min46s84.

Houve mais duas medalhas de bronze no último dia de provas. Camille Rodrigues ficou com a terceira colocação nos 100m livre da classe S9, com o tempo de 1min07s09. Em seguida, Ronystony Silva obteve a sua segunda medalha do dia, nos 50m peito (SB3), que concluiu em 56s66.

Como nesta temporada não há a disputa de Jogos Paralímpicos ou de Mundiais da modalidade, o Parapan-Pacific é tido como o principal alvo da natação. O torneio também foi o primeiro a contar tempo para definir os atletas da Seleção Brasileira que disputará os maiores torneios do próximo ano.

Daniel Dias, Talisson Glock e Vanilton Filho são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Secretaria de Estado do Direito das Pessoas com Deficiência de São Paulo que beneficia 34 atletas e seis atletas-guia de nove modalidades.

Phelipe Andrews, Susana Schnarndorf e Camille Rodrigues fazem parte do Time Rio, parceria da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPD), com o CPB.

Fonte: Ministério do Esporte

Atividades na água reduzem edemas e geram bem-estar aos cadeirantes

Na piscina, a pessoa tem a facilidade para executar os movimentos, seja de maneira passiva e ativo-assistida, com ajuda profissional ou mesmo sozinho.

Você que passa o dia todo sentado numa cadeira de rodas e passa dela para o carro ou cama. Nunca sente suas costas livres, seu corpo está sempre em contato com diferentes encostos ou assentos duros, macios e etc…Como a água pode ajudá-lo?

empuxo que é uma das propriedades físicas da água ajuda você a flutuar. A temperatura da água, que deve estar em torno de 32 graus, é muito confortável e vai ajudar a diminuir a espasticidade, ou seja, a rigidez dos braços e pernas.

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Cadeirantes fazem atividade na piscina, que geram bem-estar e mais independência (Foto: Divulgação)

A pressão hidrostática vai atuar na eliminação ou diminuição do edema apresentado muitas vezes nos cadeirantes por ficarem com as pernas para baixo durante muito tempo. Você já parou para pensar como é bom ficar na água livre dos encostos, sentir a água envolvendo e acariciando o seu corpo.
O criador do watsu, Harold Dull, diz: “Na água a alma encontra a liberdade que o corpo perdeu”. Esta frase é muito profunda e só entende aquele que passou por isto. Na água, a pessoa tem mais facilidade para executar os movimentos, de maneira passiva e ativo-assistida com a ajuda do profissional ou ativos realizados sozinho, de acordo com as sequelas deixadas pela lesão.

Na água, a pessoas em mais liberdade para fazer os movimentos, diz especialista (Foto: Divulgação)

Na água, a pessoas em mais liberdade para fazer
os movimentos, diz especialista (Foto: Divulgação)


Em primeiro lugar é indicado a fisioterapia aquática, quando tentamos recuperar e ativar ao máximo a musculatura. Existe uma área de preservação da lesão ao redor de onde há contração muscular. Ela deve ser ativada e estimulada ao máximo através de todos os movimentos possíveis.
A lesão, seja ela parcial ou total, precisa de análise clínica, através da prática, estimulando o paciente ao máximo, com exercícios específicos. Existem vários tipos de relaxamento passivo, como o watsu que é a volta ao útero materno, onde o aconchego é muito grande e a movimentação muito ampla, diminuindo as retrações, trabalhando as assimetrias.
Em segundo lugar, o paciente pode nadar. Será um nado utilitário adaptado às possibilidades apresentadas pela paciente. É indicada como exercício aeróbico. Outra atividade importante e prazerosa é o mergulho adaptado, no qual a liberdade é maior por estar integrado à natureza, no meio dos peixes, corais e da vegetação passando por você.
Há outros esportes como stand up paddle, canoagem, entre outros. Vamos alargar nosso horizonte trazendo bem estar à nossa vida, mais prazer em viver, através dos recursos que o meio aquático proporciona. Para aqueles que eram atletas ou muito ativos podem tentar competir pela natação especial.
Natação especial também pode ser feita por aqueles que eram atletas muito ativos (Foto: Divulgação)

Natação especial também pode ser feita por aqueles que eram atletas muito ativos (Foto: Divulgação)


O importante é não ficar estagnado na cadeira, é mexer-se e ver que existem outras possibilidades que serão transferidas para o nosso dia a dia.
Vamos sair da zona de acomodação?

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Fonte: Globo.com
Por: Sandra Wegner

Campeão de salto em distância com uma perna é deixado de fora do Campeonato Europeu da equipe da Alemanha, porque eles dizem que sua prótese lhe dá uma vantagem injusta .

  • Markus Rehm venceu o salto em distância nas provas nacionais de atletismo alemão.
  • Ficou fora do elenco após reivindicações afirmam que a prótese dá a ele uma vantagem injusta 
  • A Federação Alemã de atletismo diz que sua perna lhe dá um efeito catapulta
  • Afirmam que ele foi mais rápido por um segundo por metro após a descolagem durante o salto.
  • Atleta perdeu a perna direita abaixo do joelho depois de um acidente de wakeboard

Um alemão amputado campeão nacional em salto em distância, foi deixado de fora da equipe do país para o Campeonato Europeu de Atletismo, afirmam que sua prótese lhe dá uma vantagem injusta.

Campeão paraolímpico Markus Rehm venceu o salto em distância nos ensaios nacionais alemães na semana passada com um resultado de 8,24 metros, o que normalmente teria significou qualificação para os campeonatos em Zurique no próximo mês.

Mas a Federação de atletismo alemã, conhecida como a DLV, deixou ele fora da equipe, dizendo que sua prótese de perna deu-lhe um “efeito catapulta” injusta, o que significa que ele pode fazer mais saltos.

 Paraolímpico campeão salto Markus Rehm, que foi deixado de fora do time alemão para o Campeonato Europeu, apesar de ganhar as provas nacionais.

Paraolímpico campeão salto Markus Rehm, que foi deixado de fora do time alemão para o Campeonato Europeu, apesar de ganhar as provas nacionais.

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O atletismo federação alemã, conhecida como a DLV, ele caiu da equipe, dizendo que sua prótese de perna deu-lhe um “efeito catapulta” injusta.

Presidente DLV Clemens Prokop disse que havia uma “diferença significativa” entre saltos com uma prótese blade-like e saltos naturais no run-up e decolagem.

“Não há dúvida que saltar com uma prótese de perna e uma articulação natural tem uma significativa diferença, não são comparáveis, ‘Mr Prokop explicou.
Ele também acrescentou que as medidas biométricas realizadas nos nacionais em Ulm mostrou que a prótese de Rehm também mostrou que ele foi mais rápido por um segundo por metro na decolagem.
Sr. Rehm, que tem a perna direita amputada abaixo do joelho depois de um acidente de wakeboard, disse que era uma pena e que ficou decepcionado que ele não foi escolhido e tinha e considera apelar contra a decisão.

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Sr. Rehm, que tem a perna direita amputada abaixo do joelho, disse que era uma pena e decepcionante que ele não foi selecionado.

Mas ele confirmou hoje que ele não estaria contestando a decisão porque queria respeitar os outros atletas.
O caso tem paralelos com a de Oscar Pistorius, o duplo-amputado corredor Sul-Africano, que foi à Justiça para ganhar o direito de competir nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.
Pistorius, que atualmente está sendo julgado por homicídio depois de matar sua namorada  Reeva Steenkamp, ​​travou uma batalha de quatro anos para ganhar elegibilidade para competir nos Jogos Olímpicos.
A Associação Internacional de Federações de Atletismo o proibiu de correr em seus eventos em razão de que suas lâminas de fibra de carbono lhe deu uma vantagem injusta.
Mas ele ganhou um processo judicial, em 2008, que lhe permitiu competir e ele correu nos 400 metros e 4×400 metros revezamento no Campeonato do Mundo 2011 e os Jogos de Londres 2012.

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Oscar Pistorius, na foto, também foi ao tribunal para que ele pudesse competir nos Jogos Olímpicos Londres 2012 após ter sido descartada a prótese dar-lhe uma vantagem injusta.

A federação alemã paralímpica disse que a decisão sobre o Sr. Rehm era um “passo para trás” nos esforços para trazer a igualdade entre os atletas com deficiência e sem deficiência.
Karl Quade disse: “Eu queria que o DLV tivesse sido mais corajoso.
“Eu não tenho certeza que você pode tirar uma conclusão válida que Markus Rehm tinha uma vantagem.
Enquanto Alfons Hoermann, presidente do Comitê Olímpico Alemão, explicou que foi uma decisão difícil para a federação de atletismo.
“É uma decepção pessoal amarga para Markus Rehm. Ele fez história na semana passada com seu excelente desempenho “, disse Hoermann.
Atual campeão europeu salto Christian Reif e ex-campeão europeu Sebastian Bayer, foram selecionados à frente do Sr. Rehm, juntamente com Julian Howard.

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Texto original em Inglês, tradução e adaptação: Deficiente Sim, Superar Sempre

Fonte: Mail Online

Jovem brasileiro cruzará Oceano Atlântico a remo para financiar pesquisa sobre câncer

Travessia pretende arrecadar recursos para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e conta com doações pela internet. O osteossarcoma é o câncer nos ossos que mais atinge crianças e jovens, com taxa de mortalidade que chega a 95%

Mais pessoas já estiveram no espaço e no topo do Everest do que cruzaram o Atlântico a remo: esse é o desafio de Caê, que vai arrecadar recursos para a pesquisa sobre osteossarcoma realizada no

Mais pessoas já estiveram no espaço e no topo do Everest do que cruzaram o Atlântico a remo: esse é o desafio de Caê, que vai arrecadar recursos para a pesquisa sobre osteossarcoma realizada no into.

Uma ideia na cabeça, um remo na mão: o advogado carioca Caetano Altafin, o Caê, de 31 anos, ficará longe da família e dos amigos, vai deixar emprego e casa para realizar um sonho duplo: completar uma travessia oceânica a remo e ajudar na pesquisa para encontrar um tratamento mais eficaz para o osteossarcoma (tumor maligno dos ossos).

A escolha da causa tem uma motivação pessoal – Caê perdeu um amigo/irmão, em 2006, em decorrência do osteossarcoma. Rafael Cordeiro tinha 25 anos e o período que se passou entre o diagnóstico e a morte dele foi de apenas dez meses.

O amigo de infância e companheiro das peladas no Rio de Janeiro foi, portanto, a inspiração para a causa. Já a escolha do tipo de desafio e a vontade de praticar o remo têm outra fonte: o navegador brasileiro Amyr Klink, que em 1984 fez a primeira travessia a remo do Atlântico Sul. A jornada de 3.700 milhas (5.950 km) é retratada no best seller ‘Cem Dias entre o Céu e o Mar’, que Caê leu pela primeira vez aos dez anos de idade. Desde então, leu e releu a obra diversas vezes. “Junta tudo isso e uma enorme dívida de gratidão que eu tinha com o Into, cuja equipe tratou tão bem do Rafael, e resolvi que faria alguma coisa para ajudar nas pesquisas”, resume o animado aventureiro.

Aqui entra o quarto nome na equação de Caê, Rafael e Amyr: o Into. A sigla designa o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), referência no tratamento do osteossarcoma, que está desenvolvendo um estudo promissor com células-tronco tumorais. A pesquisa brasileira, iniciada em 2012, é inédita. Existe um trabalho similar, mas não idêntico, na Espanha. “Desde os anos 70, não há grandes avanços no tratamento do osteossarcoma, que tem alta taxa de mortalidade e atinge principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens”, explica o chefe do Centro de Oncologia Ortopédica do Into, Walter Meohas.

O barco de fibra de carbono levará 8 remadores do arquipélago espanhol das Canárias até o país insular de Barbados, na América Central, percorrendo o Atlântico Norte por três mil milhas náuticas, ou 5.500 quilômetros.

O barco de fibra de carbono levará 8 remadores do arquipélago espanhol das Canárias até o país insular de Barbados, na América Central, percorrendo o Atlântico Norte por três mil milhas náuticas, ou 5.500 quilômetros.

Foi justamente para ajudar a viabilizar uma nova esperança para quem sofre com o osteossarcoma que Caetano lançou a campanha ‘Remacaê – Ajude o Caê a Cruzar o Atlântico’. Doações de qualquer valor a partir de R$1 são bem vindas. A cada R$ 1, R$ 0,50 serão destinados ao Into e R$0,50 aos custos da travessia. Caso o projeto consiga patrocínio, no entanto, o remador doará toda a quantia arrecadada pelo sistema de crowdfunding à instituição vinculada ao Ministério da Saúde.

Travessia
Atravessar o Oceano Atlântico em um barco a remo parece uma loucura. De fato, mais pessoas já estiveram no espaço ou no topo do Everest do que completaram a travessia, mas…acredite: existe até uma corrida com pessoas dispostas a enfrentar a jornada, de dois em dois anos. Na edição de 2013, 16 equipes largaram do arquipélago espanhol das Canárias. Nem todas chegaram ao destino.

O único brasileiro a concluir o trajeto com sucesso foi Amyr Klink, sozinho, em 1984. Mas ele não estava disputando com ninguém quem chegaria primeiro. No caso do jovem carioca, a história será um pouco diferente. Klink saiu da Namíbia, na costa africana; e chegou à Bahia. O percurso de Caê será menos solitário e mais ao norte: o barco de fibra de carbono levará 8 remadores, que vão se revezar de duas em duas horas. Eles sairão do arquipélago espanhol das Canárias e têm como ponto de chegada o pequeno país insular de Barbados, na América Central, percorrendo o Atlântico Norte por três mil milhas náuticas, ou 5.500 quilômetros. “Ou seja, o maior período contínuo de sono será de uma hora e 40 minutos”, brinca o advogado.

O recorde atual é de 32 dias e sete horas. Para que a façanha seja registrada no Guiness Book, uma das exigências é que não haja barco de resgate. Mas não é perigoso? “Com toda a preparação que nós fazemos, não. É mais perigoso viver em uma grande cidade, em que o inesperado pode acontecer a qualquer momento e você não estará preparado; do que atravessar o oceano. Para cada possibilidade que existe, nós temos um treinamento e um plano”, garante o animado atleta, lembrando que a última fatalidade nesse trajeto foi registrada em 2001. “Mas sim, alguns amigos e parentes estão apreensivos. Uma amiga da família disse que não quer nem saber de nada até eu voltar são e salvo”, se diverte.

A partida está prevista para 10 de dezembro, mas a confirmação da data dependerá das condições climáticas. Um planejamento minucioso avaliará toda as condições possíveis para que o grupo enfrente o melhor tempo e corra menos riscos.

Uma consequência dessa viagem é certa: a perda de pelo menos dez quilos do peso corporal. Caetano está reforçando a alimentação para ficar mais ‘gordinho’ até o fim do ano e ter o que queimar nesse mês sobre as águas. “Meu sentimento não é de medo, é de ansiedade por estar logo no mar”, diz Caetano. Não é à toa que o site do projeto indica exatamente quantos dias, horas, minutos e segundo faltam para o início da aventura.
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No próximo mês de setembro, completam-se 30 anos da chegada de Amyr Klink à costa brasileira, em uma viagem sem GPS, equipamentos computadorizados ou sistemas superavançados de localização e comunicação. Apenas instrumentos náuticos guiados pelos astros e um planejamento detalhado.

No momento em que estava amadurecendo a ideia da travessia, Caetano conseguiu encontrar o mestre e trocar ideias. “Amyr foi muito gentil, dividiu experiências, mapas e dicas, me mostrou os estudos que fez. Como ele mesmo diz, para cada situação, você tem uma preparação especifica. Sendo muito analítico no projeto da viagem, você cobre todos os espaços”, assegura o advogado. “Amyr compartilhou comigo seu famoso ‘Dossiê Amarelo’, que detalha como sua ideia inicialmente maluca de atravessar o Atlântico Sul fazia pleno sentido”, emociona-se.

Caê pôde conhecer o I.A.T, barquinho de madeira utilizado na histórica travessia, que suportou sete dias de tempestade e três capotagens. “Como foi estar na pequena e tão acolhedora cabine do I.A.T.? Senti a liberdade que desde os dez anos de idade buscava. Foi maravilhoso voltar aos meus sonhos de criança e ser adulto para poder realizá-los”, conta ele no blog do projeto (http://remacae.com/blog/).

Paixão pelo voluntariado
Depois de fazer contato com alguns clubes de remo oceânico, Caê ficou sabendo que o remador escocês Leven Brown (três recordes mundiais, sendo o primeiro homem a ter remado da Espanha até o Caribe) estava recrutando oito pessoas para a travessia. Era sua chance. Após a aprovação na entrevista, realizada pela internet mesmo, o capitão Brown revelou a Caê que não é tão complicado encontrar pessoas com preparo físico e técnica suficientes para a travessia. O mais difícil é encontrar pessoas com o espírito e a motivação certos para ajudar a equipe. Caê tinha, portanto, o mais difícil.
Caê treina atualmente na raia olímpica da Universidade de São Paulo (USP), no Clube Bandeirantes, e continua desempenhando suas funções de advogado (ele tem mestrado pela conceituada universidade norte-americana Harvard), atuando em operações de fusão/aquisição e no mercado de capitais nos Estados Unidos e na América Latina.

Mas isso só até o dia 16 de setembro. Para completar sua preparação antes da grande travessia, no entanto, ele terá que se mudar para Londres, onde vai se encontrar com os companheiros – ele é o único brasileiro – e poderá treinar em mar aberto.

Esta não é a primeira vez que o advogado usa a paixão pelo esporte para incentivar uma boa causa. Fã de futebol, Caetano chegou a morar em Belo Horizonte quanto tentou ser jogador profissional no Cruzeiro. Mas uma lesão grave no joelho impediu esse sonho, quando ele tinha 15 anos. Dois anos depois, o amigo Rafael, que já estudava Educação Física, chegou com um convite: precisava indicar uma pessoa que gostasse de futebol, fosse comunicativo e soubesse falar inglês, para um projeto na Irlanda.

Caetano passou a integrar o projeto SambaSoccer: acampamentos de férias na Europa que se propõem a ensinar futebol às crianças e promovem encontros da garotada com seus ídolos no esporte. Caê decidiu ampliar o trabalho e incluiu crianças com deficiência. O projeto deu tão certo, que eles conheceram até a presidente irlandesa à época, Mary McAlesse.
Um ano (além de várias outras temporadas mais curtas na Irlanda e na África do Sul) depois, Caê retornou ao Brasil apaixonado pelo voluntariado. Com Rafael Cordeiro, fundou em 2002 a Ong FuteFeliz, que tinha o objetivo de promover a inclusão social por meio do esporte, com abertura e estruturação de mais de 20 escolinhas de futebol no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Em 2006, com mais experiência e conhecimento sobre as necessidades das comunidades em que atuavam, os rapazes mudaram o nome da ONG para Crescendo Feliz e lançaram o projeto Um Pé de Biblioteca, junto com o amigo mineiro André Lara Resende.

O projeto já apoiou a abertura de oito bibliotecas no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, sendo que mais cinco estão em andamento, em Belo Horizonte, Juiz de Fora e Porto Velho (RO). A Ong capta doações de móveis e trabalho voluntário para ampliar sua ação no país.

A pesquisa
Uma das frases do amigo, que Caê nunca esqueceu, foi: “se eu tivesse osteossarcoma daqui a 20 anos, eu teria tido mais chance, porque a medicina está sempre evoluindo”. A pesquisa que está sendo desenvolvida no Into pode ajudar a previsão de Rafael a se tornar realidade.

O cirurgião oncológico Walter Meohas explica que a pesquisa com células-tronco tumorais avalia a resposta de cada paciente à quimioterapia. O estudo está sendo feito com 12 pacientes já operados, mas é necessário ampliar o número para pelo menos 40. “A ação do RemaCaê é importante não só pelos recursos, mas pela conscientização em torno do trabalho desenvolvido no Into. Tudo que fazemos depende da conscientização e autorização das famílias”, lembra o especialista.
O objetivo do estudo é identificar o motivo de casos clínicos iguais – ou seja, pessoas que têm tumores da mesma linhagem – terem respostas diferentes na quimioterapia. Isso permitirá aos pesquisadores programar, no futuro, um tratamento oncológico individualizado.

Há oito tipos de osteossarcoma e as causas da doença ainda não foram esclarecidas. Também não foram identificados componentes hereditários. Se não há como prevenir, a pesquisa torna-se ainda mais importante, para que pelo menos o tratamento seja mais eficiente.

O sentimento de Meohas em relação a Caetano é de agradecimento. “Quanto mais recursos e apoio de pacientes e famílias, mais rápido chegaremos ao resultado”, resume.

Como funciona?
As células-tronco tumorais representam cerca de 1% da massa tumoral. Elas são mais resistentes às terapias e têm o potencial de formar as células que compõem os tumores, dependendo do estímulo que recebem. São chamadas de células-mãe, o reservatório do tumor.

Na pesquisa realizada no Into, as células-tronco tumorais são colhidas no momento em que se faz a biópsia inicial do paciente. Elas passam por uma cultura e são inoculadas em ratos. Depois que a criança ou jovem passa pela quimioterapia e a cirurgia, é coletada nova amostra. A partir daí, é realizado um estudo genético para verificar alterações cromossomiais. Assim, poderia ser possível identificar fatores que levaram a uma maior ou menor necrose tumoral durante o tratamento quimioterápico – ou seja, em quais casos houve mais morte de células cancerígenas.

Essa comparação é feita entre indivíduos com o mesmo tipo de tumor e permite verificar a agressividade e o grau de resistência ao tratamento. Também serão realizados testes em camundongos estéreis para provocar a doença e acompanhar o desenvolvimento in vivo.

O tratamento poderá, no futuro, ser baseado nas características individuais do tumor, permitindo uma estratégia personalizada e mais eficaz. Será possível identificar quais foram os efeitos da quimioterapia, observando em laboratório a proliferação, sobrevivência e invasão das células no organismo do paciente, além de saber se houve melhora com o tratamento e se as chances de ocorrer metástase vão crescer ou não.

O osteossarcoma
O osteossarcoma é um tumor maligno dos ossos que atinge, principalmente, crianças e jovens entre 10 e 20 anos, em fase de crescimento. Mas pode aparecer também em jovens adultos, sendo secundário à irradiação da radioterapia e da doença de Paget.

Segundo Walter Meohas, os sintomas mais comuns são as dores e o inchaço no local afetado, sendo que a maior frequência é no joelho. O índice de mortalidade é alto. Cerca de 50% a 60% dos pacientes morrem em cinco anos e apenas 5% sobrevivem após esse período. Em 27% dos casos, é necessária a amputação. “Com a introdução da quimioterapia neoadjuvante, que é utilizada antes da realização da cirurgia, foi possível utilizar técnicas mais conservadoras, ou seja, que preservam os membros e permitem mais qualidade de vida. Mas essa evolução não altera o prognóstico da doença, que é muito agressiva”, esclarece o médico.

O tumor atinge o aparelho locomotor, como pernas, braços e coluna, e acomete os pulmões com frequência, em decorrência de metástase.

Saiba como ajudar:

http://remacae.com/

https://www.facebook.com/remacae2014?fref=ts

 

VOCÊ SABIA?

Terry começou, aos 21 anos, uma corrida pelo Canadá para arrecadar recursos em prol da pesquisa e tratamento do osteossarcoma. Ele treinou durante 14 meses com uma prótese mecânica.

Terry começou, aos 21 anos, uma corrida pelo Canadá para arrecadar recursos em prol da pesquisa e tratamento do osteossarcoma. Ele treinou durante 14 meses com uma prótese mecânica.

Terry começou, aos 21 anos, uma corrida pelo Canadá para arrecadar recursos em prol da pesquisa e tratamento do osteossarcoma. Ele treinou durante 14 meses com uma prótese mecânica

Ainda na adolescência, o canadense Terry Fox teve a perna direita amputada, depois de receber o diagnóstico de osteossarcoma.

Ele ganhou diversos títulos como jogador cadeirante de basquete e, em 1981, deu início a uma corrida pelo Canadá para arrecadar fundos para a pesquisa do câncer.

Com uma prótese, Terry percorreu 5373 quilômetros em 143 dias. Logo depois, ele não se sentiu bem e foi levado ao hospital, quanto teve a notícia de que o câncer havia se espalhado.

O jovem morreu em junho de 1981, aos 21 anos, mas a Terry Fox Run continua acontecendo em diversos países. Desde sua criação, já arrecadou mais de US$600 milhões.

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Fonte: Saúde Plena

Por: Letícia Orlandi

Taekwondo dá novo sentido à vida de pequeno cadeirante

Com apenas 5 anos, Luigi é um dos atletas mais esforçados da escolinha de taekwondo. Através do esporte que de início parecia uma dificuldade, o pequeno acabou se tornando um exemplo de superação para muitas pessoas.

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(Foto: Tiago Brandão)

O pequeno Luigi Palumbo nasceu com uma lesão na medula espinhal e, segundo os médicos, nenhum tratamento pode fazer ele andar. Um diagnóstico muito triste para uma criança cheia de vida, porém, através do taekwondo ele acabou encontrando uma forma de se integrar e treinar de igual para igual com as outras crianças da turma. E apesar da pouca idade, apenas 5 anos, se tornou um exemplo de motivação para todos ao seu redor.

“Ele tem uma lesão medular que impede o movimento das pernas, da cintura para baixo, é genética, já nasceu sem andar”, explica a jovem mãe Laura Palumbo, de 36 anos. Por conta do diagnóstico, os profissionais de onde ele faz tratamento, na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) de São Paulo, aconselharam a utilização de cadeira de rodas desde seus dois aninhos de idade.

Porém, apesar da lesão, seu desenvolvimento cognitivo é perfeito, e como toda criança, é alegre e adora brincar. Já na primeira escolinha mostrou interesse por luta através do karatê. Fez as aulas por algum tempo, mas segundo a mãe, ela “não sentiu firmeza” e acabou desistindo. “Então tem uma amiguinha na escola, a Maria Clara, que faz taekwondo e todo dia ele falava para mim que ela o convidou e que o sonho dele era fazer também”, diz a mãe.

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Pai, mãe e Luigi. (Foto: Arquivo pessoal)

“Então eu fiquei com aquilo na minha cabeça e me perguntei ‘meu Deus o que é que eu vou fazer com esse menino?’. Fui me informar na escola quem era essa Maria Clara e se ela faz mesmo a luta e me falaram que o mestre é o tio dela, o Tiago Brandão”, relembra. Ao chegar em casa pesquisou na internet e viu várias fotos de cadeirantes fazendo aula no Facebook do instrutor, o que despertou sua atenção.

“O que tinha na minha cabeça é que taekondo era só chute e no tatame. Daí eu pensei ‘meu Deus, esse menino não vai poder fazer isso? É só uma ilusão para a cabeça dele?’”, se questionou Laura, que ao entrar em contato com Tiago, viu que a história é totalmente diferente. “Ele disse que na faculdade eles aprendem que é obrigatória essa questão da inclusão, só que ele não é procurado, e gostaria de ter oportunidade de ensinar o Luigi, de adaptar aquilo para ele.”

“O esporte mudou a rotina dele, a vida dele, o animo dele, a alegria dele. O primeiro dia foi emocionante.”

De acordo com a mãe, o esporte transformou não só a vida do pequeno Luigi, mas também a de todos ao seu redor, incluindo os outros alunos. Por um lado, seu filho se sente motivado e incluso na sociedade pelo convívio com outras crianças, enquanto os coleguinhas se esforçam para ver o Luigi bem. “Ele chega e todas as crianças ficam em cima querendo ajudar, inclusive a gente fala que não pode ficar empurrando, ele tem que se virar”, diz.

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(Foto: Arquivo pessoal)

E os benefícios são muitos, que vão desde noções de disciplina e respeito ao auxílio no movimento das mãos. “Na luta ele imita o mestre, o Tiago para ele é um exemplo e tudo o que não consegue fazer, ele coloca o outro professor para adaptar os movimentos, como os da mão. Ele tem uma dificuldade na mão esquerda que vem diminuindo porque ele tem se esforçado para fazer os movimentos”, ressalta.

Para Laura, o que mais pesou na escolha da escola de luta foi o fato do próprio Tiago ser um incentivador, e não ver obstáculos para incluir Luigi nas aulas. O esforço do mestre vai de contraponto aos “nãos” que ela ouve de muitas pessoas e instituições. “Então quando você encontra um lugar, encontra oportunidade e ouve mais ‘sim’ do que ‘não’, você acha que aquilo é uma maravilha. E para ele tem sido muito importante mesmo”, comenta.

“O esporte é muito importante, mas também o acolhimento da academia, não só do mestre, mas também das crianças. O ambiente foi primordial para minha escolha, se eu chegasse lá e escutasse muito ‘não’ eu teria ido embora”, revela a mãe que se diz entusiasmada caso seu filho resolva seguir carreira como para-atleta. “Eu vou ficar muito feliz. Assisto todas as olimpíadas antes mesmo de ter ele. Então eu acho que é um meio dele conseguir se igualar e ter uma vivencia diferente das coisas que ele já vive”, complementa.

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Maria Clara foi a grande incentivadora. (Foto: Tiago Brandão e arquivo pessoal)

E quem garante que o pequeno tem futuro é o próprio mestre: “Inclusive ele participou de um festival de taekwondo na semana passada e recebeu medalha de participação, ele jogou queimada, participou de competições de estafeta. Com essa prática ele abre um leque de possibilidades, e pode até virar um professor de luta. Mas mais importante aqui é ele está feliz”, afirma Tiago Brandão.

Assim como a mãe Laura e próprio Luigi tiveram inciativa de começar no esporte mesmo com as necessidades especiais, o mestre espera que outros cadeirantes também pratiquem taekwondo em Campo Grande. “Eu já oferece isso há muito tempo. Eu ponho na internet, no Facebook, mas as pessoas não procuram”. Aos interessados, a Academia Brandão fica na rua Antonio Maria Coelho, número 770. Mais informações na página oficial.

“Eu tive muito medo e dúvidas de ser uma ilusão porque o chute é legal também, e será que ele não vai querer fazer isso? Depois eu percebi que não posso pensar assim porque eu não quero ele fique da cadeira para o sofá, de um sofá para uma cama. Eu tenho que dar oportunidade para ele fazer este tipo de esporte”, finaliza a mãe.

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Mestre Tiago Brandão ensina golpe para Maria Clara. (Foto: Reprodução/Facebook)

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Fonte: Top Mídia News
Por: Renan Gonzaga