O Poder do filhote de cachorro: Chihuahua nasceu sem as patas dianteiras e é equipado com uma adaptação de corpo feita em uma impressora 3D e um conjunto de rodas de skate.

Quando Turbo-Roo o chihuahua nasceu sem as patas dianteiras, ele ficava saltitando, sua deficiência o deixou incapaz de andar.

Mas dois meses depois Turbo está fazendo jus ao seu nome depois de ser equipado com uma adaptação feita na impressora 3D e presa ao seu corpo.

Turbo foi entregue com apenas quatro semanas por seus primeiros proprietários que se sentiram incapazes de cuidar dele.Filhote de cachorro Chihuahua Turbo-Roo foi dado por seus proprietários originais depois de ter nascido sem as patas dianteiras

Turbo ficou pulando por aí depois de um defeito de nascença o deixou incapaz de andar

Turbo foi adotada pelo técnico veterinário Ashley Looper que originalmente equipados-lo com um conjunto de rodas de brinquedo, mas lançou uma campanha online para ter um bom conjunto de rodas feitas

Ela disse: “Eu simplesmente me apaixonei por ele instantaneamente. 

‘Eu sei o que é preciso para cuidar de um cão tão especial como ele, porque eu já trabalhei com animais de estimação com necessidades especiais, então era um ajuste perfeito e eu o adotei imediatamente.

“Os proprietários sabiam que ele precisaria de mais atenção e eles precisavam se concentrar em sua mãe e os outros filhotes da ninhada.

“Quando eu o levei para casa eu fiz um carrinho para ele ficar em pé, era inteiramente feito de brinquedos, mas eu sabia que ele iria precisar de algo um pouco mais permanente.”

Ashley, de Indianapolis, EUA, disse: “Eu fiz uma arrecadação online com uma foto de Turbo em suas rodas de brinquedo pedindo doações para ajudá-lo a obter as novas rodas que ele precisava. 

 

 
Apesar de ter uma meta inicial de apenas US $ 600, senhorita Looper arrecadou mais de US $ 3.500.  Ela acabou por ser contactado por um designer que se ofereceu para fazer um carrinho para Turbo

Turbo foi equipado com um arnês de corpo 3D impressa com um par de rodas de skate ligado, mas ainda lutava para andar usando-o como ele caiu na parte de trás

Depois de uma ligeira reformulação, Mark Dewrick de estúdio 3dyn montado um segundo conjunto de rodas para o carrinho

“As doações vieram à tona e eu estava tão grata pelo amor e apoio das pessoas.

“Não foi muito tempo depois que um homem que trabalhava para uma empresa de design 3D me enviado mensagens e disse que faria um carrinho para Turbo.

“Eu enviei mensagem para ele de volta e em apenas quatro dias ele disse que já tinha feito um projeto do carrinho e enviou-o para nós. ‘

A Campanha on-line de Ashley levantou um montante de $ 3,629 cinco vezes mais do que a ideia inicial de $ 600. 

O carrinho de suporte para Turbo foi feita com um 3D-printer Makerbot e amarrada às costas com dois conjuntos de rodas de skate luminosas verdes.

Ashley disse: “Mark nunca nos pediu nada, ele pegou Turbo como um projeto especial e não pediu nenhum pagamento.

“Quando eu levei Turbo para casa ele realmente não fazia muita coisa, mas desde então, tornou-se uma divertida e amorosa companhia super fofo. 

  

 
Uma campanha online para arrecadar dinheiro para arnês de Turbo levantou 3,629 dólares apesar de só ter uma meta inicial de US $ 600

Ashley (foto com o parceiro Ray) diz que quando chegou pela primeira vez em casa, Turbo não foi capaz de fazer muito, mas tem crescido agora em um filhote de cachorro divertir-se

Turbo tornou-se uma sensação na internet depois que a senhorita Looper fez um jogo de rodas de peças de brinquedos peças

“Ele sempre brinca e pula em volta, agora ele pode fazer tanta coisa que não podia fazer antes.”

Ashley já reservou o dinheiro que foi doado e espera usá-lo em cintilografia óssea e vacinas que Turbo vai precisar quando fica mais velho. 

Ela disse: ‘Eu adoro vê-lo crescer a cada dia, mas assim como com qualquer cachorro você não quer que eles cresçam. Mas a cada dia ele faz algo novo que me deixa muito orgulhosa de ser sua mãe.

“Eu quero usar o dinheiro que foi doado em futuras visitas ao veterinário, com raios-X e vacinas que ele precisa para controlar seu crescimento ósseo, ele também vai precisar de medicação para manter os ossos fortes.

“Ele é apenas um chihuahua típico, embora ele tenha seus momentos em que ele é exigente e quer o que quer, e apesar de tudo, ele é extremamente doce e tem um enorme entusiasmo pela vida.”

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Texto original em Inglês, tradução e adaptação: Deficiente Sim, Superar Sempre

Fonte: Maila Online

Planos de saúde terão que reembolsar pacientes com deficiência

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quarta-feira, 20, o projeto de lei 2.855/14, que obriga planos e seguros de saúde a reembolsarem integralmente os gastos com profissionais necessários ao tratamento do paciente com algum tipo de deficiência, quando a rede credenciada não disponibilizar esses especialistas.

Também estão inclusas no reembolso as despesas com hospitais, clínicas, laboratórios e toda infraestrutura imprescindível ao paciente com limitações.

ALERJ. Foto: Divulgação

Também haverá reembolso integral quando o segurado ou beneficiário e/ou o responsável legal da pessoa com deficiência tiver que pagar um especialista fora da rede quando o profissional credenciado não dispuser de horários e dias para atendimento regular. O mesmo vale para hospitais, clínicas e laboratórios de análises e de imagens.

O idealizador da proposta, deputado Xandrinho (PV) explica que a criação do projeto teve como objetivo beneficar os pacientes e obrigar as empresas de planos de saúde a respeitar o consumidor.

“Normalmente a operadora se recusa a fazer o reembolso integral da consulta ou procedimento, forçando as famílias a buscar a via judicial. A obrigatoriedade desse tipo de reembolso não está prevista em lei, regulamentação e muito menos contrato. Mas já há jurisprudência nesse sentido. E o projeto colabora nesse sentido”, disse o deputado.

A proposta de lei segue para votação do governador Luiz Fernando Pezão, que terá 15 dias úteis para vetá-la ou sancioná-la.

Fonte: SRZD

A arte acessível para todos

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Lara Pozzobon, a produtora de cinema responsável pelo Festival Assim Vivemos e o projeto Teatro Acessível

Dar acesso a pessoas com deficiência se transformou numa constante da carreira da produtora. Ela é uma das responsáveis pelo projeto Teatro Acessível, que chegou a Belo Horizonte, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, e permitiu que um público diferente pudesse frequentar peças de teatrais sem restrições. Nessa entrevista, ela fala sobre sua trajetória, o projeto de acessibilidade e o futuro.

 

  • Conte-nos um pouco de onde veio a ideia de desenvolver o projeto de acessibilidade nos espetáculos de teatro.
 
A ideia surgiu da nossa experiência em produzir o Festival Assim Vivemos, que é um festival internacional de filmes sobre pessoas com deficiência. Foi nesse festival que aparece pela primeira vez e evento cultural o recurso da Audiodescrição no Brasil. Estreamos o festival em 2003, já com todas as acessibilidades, para pessoas surdas e pessoas com deficiência visual. O recurso da Audiodescrição ainda não existia no Brasil, então nós o introduzimos e tivemos a alegria de contar com diversas pessoas cegas na plateia ao longo da semana do festival, e também nos debates, participando totalmente do festival com autonomia.
 
Depois de alguns anos fazendo esse festival, que é temático, percebemos que a acessibilidade deveria estar em toda e qualquer manifestação artística, cultural e de entretenimento. Começamos a oferecer os serviços de acessibilidade em outros projetos, mas como era difícil convencer as pessoas de que isso era importante, de que a acessibilidade é um direito das pessoas com deficiência, partimos para montar nossos próprios projetos.
 
Montamos o primeiro portal de entretenimento com acessibilidade, o Blind Tube, onde disponibilizamos filmes brasileiros, curtas-metragens, com um player acessível onde se podia escolher “com Audiodescrição” ou “com Legendas Closed Caption”. Todo o site foi construído visando à acessibilidade também para pessoas com mobilidade reduzida, o que implica em seguir normas internacionais de acessibilidade, que beneficiam a navegação para todas as pessoas.
 
Depois, oferecemos para a Prefeitura do Rio o projeto de Acessibilidade no Teatro, sugerindo começar pelo Teatro Carlos Gomes, que é municipal, pratica preços populares e tem uma programação bem variada. O acordo com a Prefeitura veio com a parceria com a Petrobras, que patrocinou o projeto durante um ano por meio da Lei Rouanet. Depois de um ano formando uma nova plateia de pessoas com deficiência visual e auditiva, cada vez maior e mais entusiasmada, a Secretaria Municipal de Cultura encampou o projeto e o renovou diretamente, sem buscar patrocínio.
 
Assim, fomos progredindo nesse projeto exemplar, que rendeu muitos frutos não só na formação da plateia, mas também influenciando outros produtores, gestores públicos e privados a contratarem os serviços de acessibilidade para seus espaços e projetos.
 
Especificamente no Oi Futuro, tivemos uma peça de teatro infantil patrocinada pela Oi e apresentada no espaço do Flamengo, aqui no Rio de Janeiro, e nela colocamos as acessibilidades. Acredito que vendo o exemplo sendo realizado dentro de casa que a equipe se sensibilizou e priorizou a questão a partir daquele momento.
 
Vejo que, nesse momento, os gestores que estão atentos às grandes questões internacionais e às demandas da sociedade já compreendem que a acessibilidade é um direito e mais um item indispensável para a construção da cidadania.
 
  • Essa iniciativa chegou a Belo Horizonte esse ano, como foi a procura desse público específico?
 
A procura do público é sempre consistente, porque há uma demanda reprimida por cultura e arte com acessibilidade. Assim como rampas e elevadores para as pessoas que usam cadeira-de-rodas, a acessibilidade na comunicação é fundamental em todas as esferas para as pessoas com deficiências sensoriais – visual e auditiva.
 
  • Com o eminente fechamento do Teatro Klauss Vianna, o projeto se interrompe temporariamente. Como estão as previsões e perspectivas para o futuro dele?
 
Teremos o trabalho interrompido até que o novo espaço seja inaugurado. Mas acredito que nessa ocasião já estrearemos a acessibilidade junto com a programação regular do novo Oi Futuro.
 
  • A propósito, vocês planejam levar a acessibilidade a outras cidades? Quais são os planos?
 
Nossos planos incluem levar projetos como esse para outras cidades, e também capacitar mais pessoas para esse trabalho.
 
  • Você tem uma carreira como produtora de cinema e a questão do acesso parece ser algo que perpassa seu trabalho.
 
Sim, foi o primeiro curta-metragem que produzi, chamado “Cão Guia”, que me levou a conhecer o mais antigo festival temático sobre pessoas com deficiência, que é realizado desde 1995 em Munique, Alemanha. O curta foi escrito e dirigido por Gustavo Acioli, meu marido, que também faz a seleção dos filmes do Festival Assim Vivemos junto comigo. O curta tem como personagem principal uma moça cega, mas o filme fala de amor, de um encontro tumultuado entre duas pessoas que se sentem atraídas uma pela outra. O filme foi selecionado para o festival de Munique, e lá conhecemos essa possibilidade de festival temático e assistimos a filmes absolutamente comoventes e impressionantes. 
 
Trouxemos a ideia do festival e o inscrevemos no edital do CCBB, que abraçou e o patrocinou bienalmente desde então. Apesar de não ter visto a audiodescrição propriamente dita em Munique (lá dois atores faziam apenas a dublagem ao vivo dos filmes, sem descrição da imagem), percebemos que precisaríamos descrever tudo o que aparecia nas imagens dos filmes, nos intervalos dos diálogos, que necessariamente teríamos que dublar. Assim, intuitivamente, começamos. Para preparar o trabalho e fazer a narração ao vivo, convidei a Graciela Pozzobon, atriz que tinha feito o papel da moça cega no curta (com o qual ganhou vários prêmios de melhor atriz em diversos festivais em 1999 e 2000). 
 
Graciela é minha irmã, eu conhecia bem o trabalho dela como atriz e a capacidade de enfrentar um desafio como esse. Foi mágico! Lembro que nós nos emocionamos muito ao presenciar, pela primeira vez, uma pessoa com deficiência visual debatendo os filmes e criticando muito um dos filmes mostrados, argumentando detalhadamente porque não tinha gostado. Detalhe: aquele era um filme polonês, chamado “Cenas da vida de um homem”, que não tinha diálogos. Então o filme era todo “complementado” pela audiodescrição.
 
Paralelamente à produção do festival, que seguiu com uma frequência bienal, continuei produzindo filmes, mais três curtas e dois longas, um dos quais está nesse momento em finalização. Produzi também três peças de teatro e várias mostras de cinema. Os outros projetos têm temas variados. O festival nos abriu os olhos para a acessibilidade e desde então pensamos nisso em todos os projetos que realizamos. Assim como a sociedade, os gestores e a imprensa levam um tempo para perceber que é preciso haver uma mobilização massiva para que a acessibilidade se torne universal, nós também levamos um tempo para chegar a essa consciência de que não se pode pensar em um projeto sem prever a acessibilidade em todas as suas manifestações. Cada vez mais, buscamos expandir ao máximo a acessibilidade nos projetos que nos dizem respeito. Há limites de ordem econômica e política, mas devemos empurrá-los para que a oferta de produtos acessíveis seja cada vez maior.
 
Nosso próximo filme, também escrito e dirigido por Gustavo Acioli, é uma comédia que se passa em Brasília, em um futuro próximo, e as personagens principais são todas mulheres. Dira Paes faz uma Senadora da República e Stella Miranda faz uma ministra. Elas aprontam muito, mas a situação, entre aspas, política, fica mais mirabolante quando suas assessoras começam a bolar seus próprios esquemas. É um filme que vai surpreender, porque tem uma originalidade temática e dramatúrgica que o cinema brasileiro ainda não viu.
 
  • Mais uma vez, falando em futuro, como estão os planos para o “Assim Vivemos”? E produções de cinema, algo próximo?
 
O festival deve ter sua sétima edição em 2015, com estreia no CCBB do Rio de Janeiro, seguindo para Brasília e São Paulo, como é a sua tradição. Depois, busco patrocínio para fazer a itinerância dessa edição para outras cidades. Já o levamos para Belo Horizonte em 2010, por meio de patrocínio da Petrobras, e também para Porto Alegre, que o recebeu novamente em 2012. Mas queremos expandir muito mais, porque o festival é um projeto transformador, modifica a vida das pessoas, abre a cabeça, quebra com os preconceitos, que estão enraizados na falta de informação. Temos equipe e capacidade de viajar por todo o Brasil com o festival. Só precisamos de apoios e patrocínio para levar a estrutura toda, sempre com as acessibilidades para todos.
 
Temos também a intenção de editar os filmes em DVD para que os filmes tenham um alcance maior. Apenas em 2007 conseguimos incluir na produção do festival a edição de um DVD para distribuição gratuita em instituições, graças a uma complementação de patrocínio da Petrobras. Muita gente nos pede os filmes, mas só temos os direitos de exibição no âmbito do festival. Por isso seria muito importante conseguir apoio para editar os DVDs, que seriam destinados em parte para distribuição em instituições, escolas e universidades, e em parte para venda online.
 
  • Como essa experiência de dar acesso a públicos que ficavam privados de algumas expressões artísticas ajuda na formação de novas plateias? Desde que vocês tomaram essa iniciativa, há uma interlocução com alguma esfera pública ou vocês seguem “sozinhos” nesse projeto?
 
Essa experiência faz surgir uma plateia que estava alijada da vida cultural no Brasil. São pessoas que representam a sociedade brasileira em sua diversidade, pessoas de todas as classes sociais. O público que vai espontaneamente ao teatro é de pessoas incluídas, que trabalham, pagam seus impostos (e é óbvio, mas não custa repetir), são cidadãos que têm direito a essa autonomia que a acessibilidade permite.
 
Com a esfera pública, há uma interlocução ainda muito superficial, sempre solicitada, insistida e pressionada por nós. Fazemos de tudo para informar, mostrar os resultados, dar a conhecer a importância da inclusão e dos recursos da acessibilidade, mas ainda é um diálogo muito batalhado. Muitos projetos já poderiam ter sido implementados ou ampliados, mas ficam em compasso de espera enquanto a consciência de sua necessidade não for percebida por poderes públicos e privados.
 
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Fonte: O Tempo
Por: GUSTAVO ROCHA

 

Futuro de ciborgues? Pessoas implantam dispositivos no próprio corpo.

Pessoas já implantam dispositivos ou chips no organismo. São casos ainda isolados, mas surpreendentes e reforçam o quanto a sociedade está cada vez mais dependente da tecnologia, que invadiu nosso cotidiano e pode vir a se tornar parte do corpo humano. Ciborgues serão comuns no futuro? Veja, abaixo, histórias que mostram como avanços tecnológicos podem transformar a vida das pessoas.

Neil Harbisson, o primeiro ciborgue reconhecido internacionalmente, fala durante a Campus Party 2012 (Creative Commons/Flickr/Flávia de Quadros/Campus Party Brasil) (Foto: Neil Harbisson, o primeiro ciborgue reconhecido internacionalmente, fala durante a Campus Party 2012 (Creative Commons/Flickr/Flávia de Quadros/Campus Party Brasil))

Neil Harbisson, primeiro ciborgue reconhecido internacionalmente (Flávia de Quadros/Flickr)

Mas, afinal, o que é um ciborgue?

O termo normalmente se refere a pessoas com partes artificiais, biônicas ou mecânicas. A palavra foi popularizada em 1960 pelos cientistas Manfred Clynes e Nathan S. Kline. Ciborgue seria uma mistura de homem com robô, resultando em um homem-máquina, dotado de um organismo cibernético. O conceito influenciou a literatura, os quadrinhos – com um herói chamado Cyborg na DC Comics –, as demais artes e até o ativismo.

O personagem Cyborg, da DC Comics (Foto: Divulgação)

O personagem Cyborg, da DC Comics (Foto: Divulgação)

Cores artificiais para os olhos

O inglês Neil Harbisson é o primeiro homem na história a ser, oficialmente, considerado ciborgue por um governo. O motivo? Ele instalou uma antena em seu crânio, para recuperar parte de sua visão. O Reino Unido o reconheceu como um indivíduo dotado de próteses artificiais em seu corpo para sua sobrevivência e bem-estar.

Harbisson enxerga, mas apenas os objetos e as pessoas em preto e branco. A antena permite que ele perceba as cores por meio de ondas de som, atribuindo cada coloração a um tipo diferente de sonoridade. Em 2010, ele fundou a Cyborg Fundation, que estimula homens a utilizarem próteses e máquinas para suprirem suas deficiências. O ativista esteve no Brasil durante o evento de tecnologia Campus Party 2012.

Neil Harbisson nasceu com problema visual que o impede de enxergar cores (Foto: Reprodução/Wikipedia Commons)

Neil Harbisson nasceu com problema que o impede de enxergar cores (Foto: Reprodução/Wikipedia Commons)

A Cyborg Foundation está desenvolvendo um dedo artificial com um câmera para filmagens. Não há muitos detalhes públicos do projeto, mas ele é uma alternativa para quem não quer substituir uma mão inteira com uma prótese tecnológica.

Casal ciborgue

O professor Kevin Warwick, da Universidade de Reading, na Inglaterra, realiza pesquisas sobre projetos ciborgues. Ele e sua esposa implementaram, no corpo, uma tecnologia que liga seu sistema nervoso diretamente a um computador. Dessa forma, os dispositivos podem trabalhar juntos, e cada um pode controlar o outro.

O nome de Warwick é citado na edição 2013 do Guiness World Records Book. Ele é o primeiro a inventar uma comunicação eletrônica entre dois sistemas nervosos. O professor chegou a escrever um livro sobre o tema: “I, Cyborg”.

Professor de universidade realiza pesquisa sobre implante ciborgue (Foto: Reprodução/Universidade de Reading)

Professor universitário realiza pesquisa sobre implante ciborgue (Foto: Reprodução/Universidade de Reading)

Mão biônica

A empresa RSLSteeper é americana e está localizada no estado do Texas. A companhia tem 90 anos de experiências com próteses e desenvolveu a BeBionic, uma mão biônica. Constituída por fibra de carbono, a mão mioelétrica fica presa ao cotovelo a partir de um antebraço artificial. Ela responde às contrações musculares como uma mão real.

Homem com BeBionic, prótese de mão biônica (Foto: Reprodução/Cambridge News)

Homem com BeBionic, prótese de mão biônica (Foto: Reprodução/Cambridge News)

Nigel Ackland, na imagem acima, recebeu uma prótese e diz sentir que a BeBionic é como uma parte natural de seu corpo. “A mão me fez muito mais feliz. Eu posso procurar por uma camisa agora”, desabafou Ackland.

A mão biônica pode ser configurada em um software de computador. A RSLSeeper criou a prótese no Reino Unido, em 2010, e foi apresentada na cidade de Leipzig, na Alemanha. O preço é estimado entre US$ 25 mil e US$ 30 mil, cerca de R$ 68 mil.

Um aparelho para monitorar sinais vitais

Tim Cannon é o que chamamos de “biohacker”, um homem que rompe com os limites entre homens e máquinas. Ele criou um dispositivo eletrônico chamado Cicardia 1.0, capaz de recolher dados de sinais vitais, como a batida de coração, em uma camada abaixo da pele.

Cicardia 1.0 pretende monitorar seus sinais vitais implantado sob a pele (Foto: Reprodução/YouTube/Motherboard) (Foto: Cicardia 1.0 pretende monitorar seus sinais vitais implantado sob a pele (Foto: Reprodução/YouTube/Motherboard))

Cicardia 1.0, implantado sob pele, pretende monitorar sinais vitais (Foto: Reprodução/YouTube)

O detalhe é que Cannon colocou a prótese sem ajuda médica. O dispositivo se conecta por Bluetooth em dispositivos Android e pode ser monitorado via tablet, por exemplo. Se a pessoa apresenta uma variação de calor e demonstra nervosismo, o sistema faz recomendações ao usuário. Uma versão nova deve ser lançada nos próximos meses. Cicardia 1.0 deve custar US$ 500 (R$ 1,1 mil, em conversão direta).

Cicardia 1.0 foi desenvolvida por Tim Cannon (Foto: Reprodução/YouTube/Motherboard)

Cicardia 1.0 foi desenvolvido por Tim Cannon (Foto: Reprodução/YouTube/)

Chips nas mãos

Amal Graafstra implantou, em suas mãos, entre os dedos polegar e indicador, chips que funcionam com identificação por radiofrequência (RFID). Ele chegou a fundar a empresa Dangerous Things para comercializar os implantes.

Os chips oferecem diversas utilidades. Graafstra os programou para desbloquear o computador, o carro e até a casa, simplesmente com a proximidade das mãos. Pode ser uma solução radical e excêntrica para aqueles que se esquecem de senhas e costumam perder chaves.

Amal Graafstra tem chips RFID em suas mãos (Foto: Reprodução/Amal.net)

Raio-X das mãos de Amal Graafstra, com chips RFID (Foto: Reprodução/Amal.net)

Coração 100% artificial

A empresa francesa Carmat passou 25 anos produzindo um coração artificial. O aparelho pesa 900 gramas e custa US$ 200 mil, o equivalente a R$ 425 mil. Os criadores estão trabalhando em uma versão mais compacta.

Você teria um coração totalmente artifical? (Foto: Divulgação/Carmat)

Coração totalmente artificial pode vir a salvar vidas (Foto: Divulgação/Carmat)

O primeiro transplante com sucesso deste coração foi feito em dezembro do ano passado, no hospital George Pompidou de Paris, em um paciente de 76 anos cujo nome não foi revelado. A pessoa morreu em março deste ano, por problemas de circulação sanguínea decorrentes do antigo coração orgânico.

Apesar desse fracasso inicial, mais três pacientes estão sendo testados, especialmente em casos em que não há alternativa com o órgão biológico. O coração robótico se regula automaticamente, como o coração humano.

Chip contraceptivo

Um chip pode impedir a gravidez? Futuramente, talvez sim (Foto: Creative Commons/Flickr/Matt Laskowski)

Um chip pode impedir a gravidez? Futuramente, talvez sim (Foto: Creative Commons/Flickr/Matt Laskowski)

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) está desenvolvendo um chip útil para as mulheres, com previsão de chegar ao mercado em 2018. Trata-se de um circuito que, instalado na pele feminina, consegue emitir o hormônio levonorgestrel, utilizado em medicamentos contraceptivos. O projeto recebe incentivo do próprio Bill Gates.

Ou seja, o microchip seria capaz de substituir as pílulas anticoncepcionais. Ele pode funcionar continuamente por 16 anos e ser desativado remotamente por um controle sem fio, ou seja, a mulher pode interromper o uso quando quiser ter filhos.

Lente inteligente

O Google revelou em janeiro um protótipo de lentes de contato tecnológicas. O projeto tem o objetivo de medir o nível de glicose nas lágrimas. As lentes estariam conectadas a smartphone ou computador. As informações obtidas poderiam ser repassadas para o médico do paciente.

Lente para diabéticos em desenvolvimento pelo Google (Foto: Divulgação/Google)

Lente para diabéticos em desenvolvimento pelo Google (Foto: Divulgação/Google)

Em julho de 2014, a empresa do ramo farmacêutico Novartis licenciou a invenção. O presidente da companhia, Joe Jimenez, espera que o produto esteja pronto para o público em até cinco anos. A novidade não chega ao extremo da tecnologia ciborgue, mas, com o investimento da gigante de informática nessa área da saúde, o exemplo pode ser um indício de um futuro em que a tecnologia fará parte de nosso corpo.

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Fonte: TechTudo

Por: PEDRO ZAMBARDA

A mãe de uma menina com Síndrome de Down usou em um anúncio de volta as aulas crianças com deficiência.

Fotógrafa profissional Katie Discroll acredita que é importante que todas as crianças se sintam incluídas.
Ela tem uma filha de 4 anos chamada Grace com Síndrome de Down.

Illinois fotógrafo Katie Driscoll tem uma filha de 4 anos chamada Grace.  Graça tem Síndrome de Down.

Kathryn Driscoll / Via 5boysand1girlmake6.com

Driscoll disse que era importante colocar no projeto a inclusão, ela percebeu que apesar dos anúncios de volata as aulas terem muitas crianças com tipos diferentes em termos de raça e gênero, eles raramente têm crianças com deficiência.
“Pensei em todos os pais que têm filhos com deficiência intelectual ou físicas que vão a escola e que também devem estar procurando a mochila perfeita”, disse Driscoll.
Então, ela levou um grupo diverso de crianças em uma livraria de Chicago .Ela disse que seus modelos naquele dia foram uma explosão.
Então, na semana passada, ela trouxe um grupo diverso de crianças juntos em uma livraria Chicago.  Ela disse que seus modelos para o dia tivemos uma explosão.

Kathryn Driscoll / Via 5boysand1girlmake6.com

Driscoll também fundou mudando a cara da beleza , que é um movimento na esperança de colocar pressão sobre os anunciantes a usar mais as pessoas com deficiência em anúncios. 
Driscoll também fundou mudando a cara da beleza, que é um movimento na esperança de colocar pressão sobre os anunciantes a usar mais as pessoas com deficiência em anúncios.

Kathryn Driscoll / Via 5boysand1girlmake6.com

Os anúncios de volta às aulas viraram hit no Facebook e a reação tem sido grande. Ela acredita que a maioria das pessoas, realmente querem ver mais diversidade nos meios de comunicação.
Os anúncios de volta às aulas bateu Facebook ea reação tem sido grande.  Ela acredita que a maioria das pessoas, mais frequentemente do que não, realmente quero ver mais diversidade nos meios de comunicação.

Kathryn Driscoll / Via 5boysand1girlmake6.com

“Como podemos esperar que as crianças aceitem as crianças que são diferentes se praticamente nenhum aparecem na mídia em geral e na publicidade”, disse Driscoll.
"Como podemos esperar que as crianças a serem aceitar de crianças que são diferentes se eles são praticamente nenhum existente na mídia em geral e publicidade", disse Driscoll.

Kathryn Driscoll / Via 5boysand1girlmake6.com

Você pode assistir ao vídeo do dia das adoráveis fotos aqui:
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Texto original em Inglês, tradução e adaptação: Deficiente Sim, Superar Sempre

Fonte:Buzz Feed

 

Mudando a cara da Beleza

Uma Galeria de Chicago fez uma exposição com 18 modelos com deficiência. Micheal Canavan de Michael Fotografia Canavan doou seu tempo para mudar a cara da beleza e participou de uma sessão de fotos comerciais para todos os 18 modelos e, em seguida, criou uma bela exposição em uma galeria em junho passado, onde criativos, bem como familiares e amigos puderam a ver o seu trabalho!
 
Estamos muito gratos a Solid Line mídia por criar este vídeo incrível para nós!
Mudando a cara da beleza da SolidLine mídia on Vimeo .
 

Sabemos que percepções foram alterados naquela noite e estamos muito gratos a todos que participaram!

 

 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
Nossa esperança é que todos os anunciantes incluam a todos em sua campanhas de publicidade o tempo todo.

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Texto original em Inglês, tradução e adaptação: Deficiente Sim, Superar Sempre

Fonte: Changing the Face of Beauty

Menina com atrofia muscular supera previsão médica e vira filme

  • Making of do filme "Antes que os Pés Toquem o Céu", sobre a menina Íris Oliveira, diagnosticada com 1 ano e dois meses de vida com atrofia muscular espinhal (AME)

    Making of do filme “Antes que os Pés Toquem o Céu”, sobre a menina Íris Oliveira, diagnosticada com 1 ano e dois meses de vida com atrofia muscular espinhal (AME)

     

Íris Oliveira tem nove anos e um sorriso encantador. Apesar da pouca idade, já registra uma história de obstáculos e conquistas. Em 28 de setembro, vai chegar ao décimo aniversário, sete anos a mais do que a previsão que teve ao completar 1 ano e dois meses, quando foi diagnosticada com atrofia muscular espinhal (AME), doença das células que leva à fraqueza e à atrofia muscular com prejuízo de movimentos voluntários, como segurar a cabeça, sentar e andar.

De presente, ela também ganha um curta-metragem, que relata um pouco de sua história de vida.

Nascida em Curitiba, Íris mora em Uberlândia, no interior de Minas Gerais, desde os dois anos. Os pais, a artista plástica Aline Giuliani e o skatista profissional Ricardo Porva, descobriram a doença porque ela engatinhava, mas não andava nem conseguia ficar em pé sozinha.

“Achamos estranho e a levamos a uma neurologista bem conceituada em Curitiba. Ela nos deu o diagnóstico depois de alguns exames. A resposta foi dada da forma mais dura possível. Ela nos disse que Íris só sobreviveria até os três anos de idade. A atrofia a impossibilitaria de se desenvolver”, conta a mãe.

O casal diz que foi difícil assimilar tudo o que a neurologista havia falado. “Para o Ricardo foi mais difícil. Ele ficou um mês fechado. Sem conversar direito e em uma tristeza de dar dó”, afirma Aline. “Foi muito duro tudo o que a médica falou. Eu acreditei que minha filha poderia ir embora precocemente e tentava entender”, explica Porva.

Foram então em busca de ajuda e de métodos para ajudar a filha a se desenvolver. Giuliani encontrou o apoio em outras mães, cujos filhos tinham a mesma doença. Ele buscou no esporte força para continuar lutando. Em 2006, quando Íris faria dois anos, ele foi campeão em um torneio na República Tcheca.

Cena do filme “Antes que os Pés Toquem o Céu”, de Renato Cabral, comemora os quase dez anos de idade de Íris Oliveira

Cena do filme “Antes que os Pés Toquem o Céu”, de Renato Cabral, comemora os quase dez anos de idade de Íris Oliveira

A primeira bicicleta

Íris fazia fisioterapia duas vezes por semana por orientação médica. Segundo Giuliani, os médicos tinham medo que ela sofresse fadiga muscular se fizesse muito esforço. “Mas um dia eu olhei para ela, com aquele sorriso todo e cheia de energia, e percebi que ela não podia ficar parada. Decidimos que ela tinha que se movimentar. Sempre que ela queria algo, nós a fazíamos engatinhar e buscar.”

Assim, Íris ganhou a primeira bicicleta, aos três anos. Os pais amarravam os pés dela ao pedal da bicicleta com fita adesiva, seguravam suas pernas e a estimulavam a pedalar. “Sempre praticamos esportes. Não tinha motivos para ela ficar só com a fisioterapia”, disse Porva.

Além da dificuldade de se locomover, Íris passou a sofrer com doenças respiratórias, comuns em crianças com atrofia muscular espinhal. Ela teve pneumonia e chegou a ficar internada na UTI. “Foram os quatro piores dias. Tive muito medo de que houvesse uma complicação maior e ela precisasse ficar mais tempo internada”, conta a mãe.

O clima frio de Curitiba fazia com que Íris adoecesse com facilidade, por isso decidiram se mudar para Uberlândia, com clima mais estável. “Até hoje, se bate um ventinho, eu a agasalho. Tenho muito medo de vê-la doente.”

Dois anos depois de se mudarem para o interior de Minas Gerais, Porva perdeu um patrocínio, ficou desempregado e o casal passou por dificuldades financeiras. “Eu me lembro que a Íris tinha um urso que ficava ao lado da cama. Era lá que o Ricardo guardava o dinheiro que ganhava nas competições. Quando chegou a esse período crítico, nós abrimos e contamos as notas. Pegamos tudo e demos de entrada na casa que moramos em Uberlândia”, diz Giuliani.

Enquanto a mãe fazia artesanato, o pai começou a dar aulas de skate e fazer edição de vídeos para se manterem. “Nós poderíamos ficar sem luz, sem água, sem nada, mas a fisioterapia da Íris estava garantida”, diz Giuliani.

Após uma reportagem, o Centro de Pesquisas Terapêutico em Curitiba propôs um módulo de fisioterapia intensiva para Íris. Mas eles teriam de arcar com os custos da viagem.

Rifas, bazares beneficentes e eventos ajudaram na arrecadação do dinheiro para garantir o tratamento. Ela vai a Curitiba pelo menos uma vez a cada seis meses. “Nós sempre nos esforçamos para dar a melhor condição de vida para a Íris. Ver o sorriso dela é a nossa recompensa”, conta o pai.

Hoje, ela estuda em uma das melhores escolas particulares de Uberlândia, graças a uma bolsa integral que a família ganhou. Faz natação duas vezes por semana, vai a fisioterapia, faz artesanato e sempre que pode acompanha o pai nos treinos de skate. “Eu não me sinto uma criança diferente. Estudo, pratico esporte e estou sempre em contato com as outras crianças”, diz Íris.

O filme

Toda essa história de lutas e conquistas virou um curta-metragem pelas mãos do cineasta Renato Cabral em um roteiro batizado de “Antes que os Pés Toquem o Céu”. “Quando aquela menina nasceu, eles disseram que ela não viveria muito tempo. Mas as histórias de amor mais bonitas são mesmo aquelas que ninguém acreditava que poderiam durar”, diz Cabral.

A ideia de fazer da história um roteiro de filme surgiu no início do ano, após Ricardo Porva procurar o cineasta para um projeto que contava sua jornada de atleta. “Nunca acreditei em um filme de skate, mas o conheci, me aproximei mais da sua família, conheci sua mulher e a Íris. E percebi que a luta daquela família para manter a menina Íris viva e vivendo nas melhores condições era, sim, uma história de amor única.”

De uma forma poética e sensível, o curta retrata a importância de ser forte, inclusive na hora da morte. “Eu não queria falar sobre a doença, as dificuldades, o tratamento. Eu queria que o filme e sua mensagem fossem algo muito íntimo, quase um recado de um pai ou de uma mãe para sua filha, sussurrado ao pé do ouvido”.

Assista ao filme em

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Fonte: Uol